Glossário

OS TERMOS ABAIXO FORAM PESQUISADOS no Dicionário Aurélio: Século XXI

Dietética
[F. subst. de dietético.]
S. f.
1.     Ramo da medicina que se ocupa do estudo de dieta¹.

Dieta¹
[Do lat. diaeta (< gr. díaita, ‘modo de vida’).]
S. f.
1.     Med. Ingestão de alimentos habituais, ou aquela que se faz visando preencher as necessidades específicas de um indivíduo, incluindo ou excluindo certos itens de sua alimentação.
2.     Conjunto de alimentos, sólidos e líquidos, prescritos pelo médico; regime.
3.     Privação total ou parcial de alimentação, prescrita pelo médico.
4.     Alimentação ou normas alimentares seguidas por um indivíduo ou por um grupo de indivíduos.

Alimentação
[De alimentar + -ção.]
S. f.
1.     Ato ou efeito de alimentar(-se).
2.     Conjunto das substâncias de que um indivíduo costuma alimentar-se: Sua alimentação é sadia e equilibrada.
3.     Abastecimento, provimento: A alimentação dos mercados de autopeças está irregular.
4.     Art. Gráf.  Operação ou processo de introdução do papel em equipamento gráfico.
5.     Eletr.  Fonte de força eletromotriz que fornece corrente a um circuito.

Nutrição
[Do lat. nutritione.]
S. f.
1.     Ato ou efeito de nutrir(-se); nutrimento.
2.     Sustento; alimento, nutrimento.
3.     Biol.  Conjunto de processos que vão desde a ingestão do alimento até a sua assimilação pelas células.

Almotolia
[Do ár. al-mu+lya (t) < gr.]
S. f.
1.     Pequeno vaso de folha, de feitio cônico, para azeite e outros líquidos, principalmente oleosos; almarraxa: “A outro, promessa feita a Maria / Deitam-lhe azeite na almotolia.”  (Guerra Junqueiro, Os Simples, p. 104.)
2.     Aparelho para lubrificação de pequenas máquinas: “Juntava …. cadeados emperrados que eu lubrificava com a pequena almotolia da máquina de costura.”  (Oto Lara Resende, O Retrato na Gaveta, p. 142.)

Falua
[Var. de faluca, ou do ár. falEwa, ‘potranca’; ‘pequena nave de carga’, poss.]
S. f.
1.     Lus. Antiga embarcação com câmara à popa, impelida por 20 ou mais remos, ou à vela, e usada para recreio pelos reis portugueses do século XVIII.
2.     Lus. No Tejo, embarcação semelhante às antigas fragatas à vela: “Uns homens …. cobriam com encerados uma falua carregada de lenha e barricas de alcatrão”  (Camilo Castelo Branco, Perfil do Marquês de Pombal, p. 15).
3.     Embarcação de boca aberta, proa e popa afiladas, com dois mastros e velas latinas triangulares, usada para transportar mercadorias e pessoal em portos, rios, etc.

Vasa
[Do neerl. médio wase, pelo fr. vase.]
S. f.
1.     Espécie de lama, fina e inconsistente, característica de certos fundos oceânicos, constituída por carapaças microscópicas de animais ou de diatomáceas ou elementos minerais.
2.     V. lodo (1).
3.     Fig.  Degradação moral.
4.     As camadas viciosas, corrompidas, degradadas (duma sociedade).

Estridulava
[De estrídulo + -ar2.]
V. int.
1.     Fazer estridor; produzir som agudo e penetrante.
2.     Cantar com som estrídulo: “em Lauraguais, ainda hoje, quando a cigarra começa a estridular, dizem que ela proclama o momento da ceifa”  (Alberto Faria, Acendalhas, pp. 59-60); “No olho do coqueiro um chupim estridulava.”  (Vieira Pires, Querência, p. 133).
V. t. d.
3.     Dizer ou cantar com som estrídulo.

[Pres. ind.: estridulo, etc. Cf. estrídulo.]

Bonacheirona/bonacheirão
Adj.
S. m.
1.     Bonachão/bonachona.

Bonachão/bonachona
[De bom + -ach(o)- + -ão1.]
1.     Que, ou aquele que tem bondade natural e é simples, ingênuo e paciente; bonacheirão: “E Arminda furiosamente agarrou-lhe ambas as orelhas ao passo que ele abria um riso desconforme, bonachão, mostrando a alma afetiva à flor do rosto.”  (Godofredo Rangel, Os Humildes, p. 54.)

Mourejar
[De mouro + -ejar.]
V. int.
V. t. i.
1.     Trabalhar muito, sem descanso (como um mouro); lidar constantemente: “Mourejava no ofício sem descanso, ora só, ora ajudado pelo Delfonso”  (Amadeu de Queirós, Os Casos do Carimbamba, p. 133).

[Var.: moirejar. Conjug.: v. pelejar.]

Palpou
[Do lat. palpare.]
V. t. d.
V. t. d. e i.
V. p.
1.     V. apalpar: “o Feiticeiro rodeia o corpo da criança, ausculta-o, palpa-o”  (Melo Morais Filho, Festas e Tradições Populares do Brasil, p. 163).

[Pret. imperf. ind. palpava, …. palpáveis, palpavam. Cf. palpáveis, pl. de palpável.]

Pletora
(ó). [Do gr. plethóre.]
S. f.
1.     Med.  Congestão generalizada; aumento do volume sanguíneo, que provoca distensão anormal dos vasos sanguíneos.
2.     Fig.  Indisposição ou mal-estar de quem tem excesso de vida, de atividade.
3.     Superabundância qualquer, que produz efeito nocivo.
4.     Fig.  Superabundância, exuberância: “A poesia de Stecchetti é simples e musical, …. e certos acentos seus, de suavidade enternecida, contrastantes com a pletora léxica e os arroubos peninsulares do seu contemporâneo Carducci, pagão e bárbaro mal diluído no cristianismo, lhe garantiram longa popularidade e numerosas reedições.”  (Martins Napoleão, Pequena Antologia de Poemas Alheios, p. 49.)

Cepos
(ê). [Do lat. cippu.]
S. m.
1.     Toro ou pedaço de toro cortado transversalmente.
2.     Cepo (1) onde o condenado deitava a cabeça para ser decapitado.
3.     Nos laboratórios de anatomia, peça de madeira, com escavação na superfície superior, na qual se apóia pescoço de cadáver.
4.     Peça de madeira em que se fixa o ferro da plaina ou de outro instrumento semelhante, como, p. ex., a garlopa.
5.     Armadilha para caçar aves.
6.     Nas igrejas, coluna oca onde se depositam esmolas.
7.     Fig.  Pessoa pesada e indolente.
8.     Bot.  Cepa (ê) (6).
9.     Bras.  Peça do freio (2) aplicada diretamente contra as rodas; tamanco.

Toro
[Do lat. toru.]
S. m.
1.     Tronco de árvore abatida, ainda com a casca.
2.     O corpo do animal privado de membros.
3.     Pedaço de cabo náutico para desfiar.
4.     Bot.  A parte central, mais grossa, da membrana de uma pontoação.
5.     Arquit.  Moldura circular na base das colunas.
6.     Geom.  Sólido gerado pela rotação de um círculo em torno de um eixo que lhe é externo e coplanar.
7.     Bot.  P. us.  Torilo.
8.     Poét.  Leito conjugal: “o leito pouco importa / Seja de pedra ou paina, / Rota enxerga de palha ou toro de veludo”  (Alberto de Oliveira, Poesias, 3ª série, p. 197).
9.     Ant.  Mar.  V. toco (7).

Dispéptico
[Do gr. dyspeptos, ‘de difícil digestão’, + -ico².]
Adj.
1.     Referente a, ou que sofre de dispepsia: dificuldade em digerir.
S. m.
2.     Aquele que dela sofre.

Esfalfado
[Part. de esfalfar.]
Adj.
1.     Cansado, estafado, extenuado.
S. m.
2.     Bras.  Certo peixe baiano.

Sibarita
[Do gr. Sybarítes, pelo lat. Sybarita.]
Adj. 2 g.
1.     Da, ou pertencente ou relativo à antiga cidade grega de Síbaris (Itália).
2.     Diz-se de pessoa dada à indolência ou à vida de prazeres, por alusão aos antigos habitantes de Síbaris, famosos por sua riqueza e voluptuosidade.
S. m.
3.     O natural ou habitante dessa cidade.
4.     Pessoa sibarita (2): “D. Manuel era um ser medíocre, para quem o mandar não passava de uma satisfação e de um gozo tão mesquinho e pouco nobre, como as delícias de sibarita opulento cuja vida, sem ser uma orgia, era apenas um deleite, e o reinar, em vez de ofício espinhoso, um mole abandono aos gostos delicados”  (Oliveira Martins, História de Portugal, II, p. 19).

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